quinta-feira, 2 de maio de 2013

Síndrome de Burnout


É um distúrbio psíquico de caráter depressivo, precedido de esgotamento físico e mental intenso, definido por Herbert J. Freudenberger como "(…) um estado de esgotamento físico e mental cuja causa está intimamente ligada à vida profissional".


A síndrome de Burnout, também chamada de síndrome do esgotamento profissional, foi assim denominada pelo psicanalista nova-iorquino, Freudenberger, após constatá-la em si mesmo, no início dos anos de 1970.
A dedicação exagerada à atividadeprofissional é uma característica marcante de Burnout, mas não a única. O desejo de ser o melhor e sempre demonstrar alto grau de desempenho é outra fase importante da síndrome: o portador de Burnout mede a auto-estima pela capacidade de realização e sucesso profissional. O que tem início com satisfação e prazer, termina quando esse desempenho não é reconhecido. Nesse estágio, necessidade de se afirmar, o desejo de realização profissional se transforma em obstinação e compulsão.
São doze os estágios de Burnout:
  • Necessidade de se afirmar ou provar ser sempre capaz
  • Dedicação intensificada - com predominância da necessidade de fazer tudo sozinho e a qualquer hora do dia (imediatismo);
  • Descaso com as necessidades pessoais - comer, dormir, sair com os amigos começam a perder o sentido;
  • Recalque de conflitos - o portador percebe que algo não vai bem, mas não enfrenta o problema. É quando ocorrem as manifestações físicas;
  • Reinterpretação dos valores - isolamento, fuga dos conflitos. O que antes tinha valor sofre desvalorização: lazer, casa, amigos, e a única medida da auto-estima é o trabalho;
  • Negação de problemas - nessa fase os outros são completamente desvalorizados, tidos como incapazes ou com desempenho abaixo do seu. Os contatos sociais são repelidos, cinismo e agressão são os sinais mais evidentes;
  • Recolhimento e aversão a reuniões (anti-socialização);
  • Mudanças evidentes de comportamento (dificuldade de aceitar certas brincadeiras com bom senso e bom humor);
  • Despersonalização (evitar o diálogo e priorizar e-mails, mensagens, recados etc);
  • Vazio interior e sensação de que tudo é complicado, difícil e desgastante;
  • Depressão - marcas de indiferença, desesperança, exaustão. A vida perde o sentido;
  • E, finalmente, a síndrome do esgotamento profissional propriamente dita, que corresponde ao colapso físico e mental. Esse estágio é considerado de emergência e a ajuda médica e psicológica uma urgência.



Quadro Clínico da Síndrome de Burnout
1. Esgotamento emocional, com diminuição e perda de recursos emocionais
2. Despersonalização ou desumanização, que consiste no desenvolvimento de atitudes negativas, de insensibilidade ou de cinismo para com outras pessoas no trabalho ou no serviço prestado.
3. Sintomas físicos de estresse, tais como cansaço e mal estar geral.
4. Manifestações emocionais do tipo: falta de realização pessoal, tendências a avaliar o próprio trabalho de forma negativa, vivências de insuficiência profissional, sentimentos de vazio, esgotamento, fracasso, impotência, baixa autoestima.
5. É freqüente irritabilidade, inquietude, dificuldade para a concentração, baixa tolerância à frustração, comportamento paranóides e/ou agressivos para com os clientes, companheiros e para com a própria família.
6. Manifestações físicas: Como qualquer tipo de estresse, a Síndrome de Burnout pode resultar em Transtornos Psicossomáticos. Estes, normalmente se referem à fadiga crônica, freqüentes dores de cabeça, problemas com o sono, úlceras digestivas, hipertensão arterial, taquiarritmias, e outras desordens gastrintestinais, perda de peso, dores musculares e de coluna, alergias, etc.
7. Manifestações comportamentais: probabilidade de condutas aditivas e evitativas, consumo aumentado de café, álcool, fármacos e drogas ilegais, absenteísmo, baixo rendimento pessoal, distanciamento afetivo dos clientes e companheiros como forma de proteção do ego, aborrecimento constante, atitude cínica, impaciência e irritabilidade, sentimento de onipotência, desorientação, incapacidade de concentração, sentimentos depressivos, freqüentes conflitos interpessoais no ambiente de trabalho e dentro da própria família.

Características da personalidade (Fatores Individuais) associadas a altos índices de Burnout*
Padrão de Personalidade
Pessoas competitivas, esforçadas, impacientes, com excesso de necessidade em ter o controle da situação, dificuldade de tolerância das frustrações.
Envolvimento
Pessoas empáticas e agradáveis, sensíveis e humanos, com alta dedicação profissional, altruístas, obsessivos, entusiasmados.
Pessimismo
Costumam destacar aspectos negativos, suspeitam sempre do insucesso, sofrem por antecipação
Perfeccionismo
Pessoas muito exigentes com si mesmas e com os outros, intolerância aos erros, insatisfeitas com os resultados.
Grande expectativa profissional
Pessoas com grande chance de se decepcionarem
Centralizadores
Pessoas com dificuldade em delegar tarefas ou para trabalhar em grupo
Passividade
Pessoas sempre defensivas, tendem à evitação diante das dificuldades
Nível educacional
São mais propensas pessoas com maior nível educacional
Estado civil
As pessoas solteiras, viúvas ou divorciadas são mais propensas ao Burnout
*Trigo TR, Teng CT, Hallak JEC, Síndrome de burnout ou estafa profissional e os transtornos psiquiátricos, Rev. Psiq Clinica, vol.34, no.5, 2007.

para referir:
Ballone GJ -Síndrome de Burnout - in. PsiqWeb, Internet, disponível em www.psiqweb.med.br, revisto em 2009.

TRISTEZA OU DEPRESSÃO.


QUAL A DIFERENÇA?
Não há um meio absolutamente seguro de fazer tal distinção. Apesar da ampla divulgação de critérios para identificar a depressão, esse diagnóstico sempre depende da interpretação do profissional que examina o caso. Uma definição das duas condições pode mostrar algumas diferenças genéricas entre elas. A TRISTEZA é um estado afetivo desconfortável vivido como um sentimento de pesar, de dor psíquica e moral, geralmente relacionado a algo que contraria o que um indivíduo acredita almejar. Ela pode produzir sentimento de impotência, vontade de chorar, expectativa negativa quanto a eventos futuros, entre outros aspectos. A tristeza dá colorido à existência humana, sendo, portanto, um acontecimento normal. O que se convencionou chamar de DEPRESSÃO, por sua vez, é um estado patológico no qual a vida afetiva perde, em boa parte, sua plasticidade. ENQUANTO A TRISTEZA NÃO IMPEDE QUE ALGUÉM VIVA OUTRAS EMOÇÕES QUANDO O CONTEXTO SE ALTERA, A DEPRESSÃO COSTUMA CAUSAR SENTIMENTOS SOMBRIOS A MAIOR PARTE DO TEMPO, e os que a experimentam têm grande dificuldade para recuperar o prazer, a alegria e outros afetos. Outra diferença comumente observada diz respeito ao fato de a depressão estar menos correlacionada que a tristeza a episódios conhecidos da vida. É frequente que uma pessoa deprimida tenha dificuldade de ligar o que sente a algum acontecimento específico que tenha vivido antes da apresentar o quadro. 
AMANHÃ VAI SER OUTRO DIA... 
Saiba mais:
http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2011/278/tristeza-ou-depressao

(Neurociências aplicadas a longevidade, reabilitação e aprendizagem)

ESTRESSE, ENVELHECIMENTO E O EXERCÍCIO FÍSICO.

O estresse crônico está associado a diversas DOENÇAS CARDIOVASCULARES, METABÓLICAS E TRANSTORNOS DE HUMOR E O ENVELHECIMENTO. O estresse crônico é uma característica dos seres humanos e dos animais e é ativado em situações reais de perigo (luta e fuga). Os antílopes só ativam seus sistemas de luta e fuga (produção de adrenalina/noradrenalina/cortisol) quando estão na presença de um predador. No momento em que o predador não está presente, este sistema é desativado e volta-se a viver normalmente. Os seres humanos ativam este mesmo sistema em situações de estresse mental, ONDE PROBLEMAS QUE AINDA NÃO ACONTECERAM, E TALVEZ NUNCA ACONTEÇAM, SEJAM RECEBIDOS COMO GRANDES AMEAÇAS. Com isso, temos taquicardia (coração acelera), a pressão arterial se eleva, a frequência respiratória aumenta, aumenta-se a produção e concentração de plaquetas circulantes no nosso organismo que se prepara para a luta ou a fuga, mas nós continuamos no mesmo lugar. Este estresse desnecessário gera doenças cardiovasculares, metabólicas, úlceras, diminuição de libido, insônia, depressão e acelera o processo de ENVELHECIMENTO.

QUAL O CAMINHO? QUAL A SOLUÇÃO?
Uma das formas de proteção dos efeitos deletérios do estresse é através da prática de exercício físico. Este tem a capacidade de ativar substâncias importantes como a SEROTONINA, as endofirnas e, também, como se sabe através de estudos, que o exercício físico ativa a produção de BDNF (fator neurotrófico do cérebro) que estimula a FORMAÇÃO DE NOVOS neurônios, num processo chamado de NEUROGÊNESE, especificamente no HIPOCAMPO que é uma área responsável pelo “armazenamento e decodificação” das memórias. 
A solução é simples e está ao alcance de todos! FAÇAM EXERCÍCIOS FÍSICOS E TENHAM UMA VIDA COM MENOS ESTRESSE!
*Não se esqueçam do repouso e da boa alimentação.


Saiba mais:
1. http://www.actamedicaportuguesa.com/pdf/2011-24/suplemento-4/983-988.pdf
2. http://noticias.r7.com/saude/noticias/exercicio-fisico-breve-reduz-impactodo-estresse-sobre-envelhecimento-celular-20100528.html
3. http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922007000500014
4. http://www.terra.com.br/istoe-temp/edicoes/1962/imprime52073.htm
5. http://www.actamedicaportuguesa.com/pdf/2011-24/suplemento-4/983-988.pdf

(Neurociências aplicadas a longevidade, reabilitação e aprendizagem)