O que é TDAH?
Um transtorno neuropsiquiátrico que se
caracteriza pela presença de desatenção, hiperatividade e impulsividade.
Gera impacto tanto na vida dos portadores, como das pessoas que convivem com
ele. Este transtorno permanece até a vida adulta, trazendo prejuízos no
trabalho, no convívio familiar e nas relações interpessoais. Quanto mais tempo
para ser tratado, maior a probabilidade de outros transtornos se associarem ao TDAH, estes são chamados de co-morbidades.
SUBTIPOS:
A
partir dos critérios do DSMIV; 6/9 para desatentos, 6/9 para
hiperativos/impulsivos e 6 sintomas, no total, para o tipo combinado. Os
critérios foram elaborados baseando-se na observação de crianças e adolescentes,
por isso há controvérsias se eles devem ser considerados da mesma forma para
adultos. Há o Predominantemente Desatento, Predominantemente Hiperativo/Impulsivo
e o subtipo Combinado.
CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS:
Diagnóstico dimensional, ou seja, há
diferentes intensidades dos sintomas, com diferentes graus de repercussão na
vida.
Causas que conduzem ao TDAH:
São muito variadas, mas o maior peso, segundo
estudos, está na hereditariedade. Estudos revelam que 60% a 70% dos casos de TDAH persistem na vida adulta.
Os sintomas de hiperatividade/impulsividade
podem diminuir no final da adolescência, porém os adultos mantêm a tríade: distração, inquietação e impulsividade,
em graus variados.
Na
vida adulta os sintomas aparecem nas atividades próprias desta faixa etária.
Existe
correspondência entre os sintomas infantis (como descrito no DSM-IV) e aqueles
na vida adulta.
Ex.: a inquietação que aparece na criança (não
ficar muito tempo sentada e andar pela sala de aula) pode corresponder, no adulto,
ao excesso de atividades e/ou trabalho; a impulsividade da criança vista em
agressões físicas pode corresponder a rompimento prematuro de relacionamentos
ou a abandonos freqüentes de emprego.
“Adultos
com TDAH apresentam comprometimento
de funções executivas, que correspondem: ativação
para tarefas, persistência, planejamento, organização, auto-monitoramento,
controle de impulsos, estabelecimento de prioridades, tomada de decisões,
integração de diferentes atividades mentais de momento a momento, entre outros”.
Esses prejuízos levam a dificuldade no manejo do tempo e em cumprir obrigações,
dificuldade em executar tarefas que anteriormente foram pensadas, etc.
É importante sempre avaliar os contextos
possíveis onde aparecem os sintomas: vida conjugal, família, trabalho, vida
social. Quanto mais áreas afetadas, maior a gravidade.
TRATAMENTO:
Existem formas de tratamento; medicamentoso
ou psicoterápico. Porém, a melhor forma de tratamento é o combinado. Ponto
importantíssimo do tratamento é o psicoeducativo, tanto para o paciente quanto
para quem convive com ele.
MEDICAMENTO:
A medicação mais utilizada para o
tratamento é o estimulante , Metilfenidato (Ritalina ), este vai regular ,
equilibrar o nível de dopamina e noradrenalina nas várias áreas cerebrais
envolvidas no transtorno. Este medicamento traz efeito eficaz na manutenção da atenção,
reduz a hiperatividade/impulsividade e podendo melhorar também a coordenação
motora. Os benefícios do medicamento são muito maiores do que os efeitos
colaterais, mas, se eles forem intoleráveis deve ser discutida com o médico a
possibilidade de troca (há formulações que costumam dar menos efeitos
colaterais – custo maior) ou associação com outras classes de medicações na
tentativa de eliminar tais efeitos.
TERAPIA:
A terapia mais aconselhável para se
tratar o TDAH é a terapia
cognitivo-comportamental que vai orientar o indivíduo sobre o que é o
transtorno e como lidar com os prejuízos. Elaborar estratégias para se conviver
melhor com o transtorno, uma vez que não tem cura.
Este grupo tem como proposta realizar
sessões estruturadas, com objetivos bem definidos para o desenvolvimento de
habilidades que auxiliarão no dia-a-dia do portador; o trabalho é árduo, requer
tarefas e é o único baseado em evidências de melhora; será necessário
insistência e perseverança e cada um do grupo, junto com os terapeutas,
auxiliará neste processo.
CO-MORBIDADES:
Co-morbidade é um termo utilizado para determinar
a ocorrência de dois ou mais transtornos em um mesmo indivíduo. Este
diagnóstico tem grande impacto no manejo do indivíduo com TDAH, pois é essencial lembrar que a presença de co-morbidades
implica em tratamento específico para o segundo diagnóstico. As co-morbidades
são:
- Transtorno desafiador de oposição (TDO)
- Transtorno de conduta (TC)
- Abuso de substância
- Depressão
- Transtorno de humor bipolar
- Transtorno de ansiedade
-
Transtornos de tiques (TT)
O TDAH
não tem cura, mas pode ser administrado. Procure ajuda especializada.