segunda-feira, 18 de março de 2013

TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE


O que é TDAH?

Um transtorno neuropsiquiátrico que se caracteriza pela presença de desatenção, hiperatividade e impulsividade. Gera impacto tanto na vida dos portadores, como das pessoas que convivem com ele. Este transtorno permanece até a vida adulta, trazendo prejuízos no trabalho, no convívio familiar e nas relações interpessoais. Quanto mais tempo para ser tratado, maior a probabilidade de outros transtornos se associarem ao TDAH, estes são chamados de co-morbidades.

SUBTIPOS:

A partir dos critérios do DSMIV; 6/9 para desatentos, 6/9 para hiperativos/impulsivos e 6 sintomas, no total, para o tipo combinado. Os critérios foram elaborados baseando-se na observação de crianças e adolescentes, por isso há controvérsias se eles devem ser considerados da mesma forma para adultos. Há o Predominantemente Desatento, Predominantemente Hiperativo/Impulsivo e o subtipo Combinado.
     
CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS:

Diagnóstico dimensional, ou seja, há diferentes intensidades dos sintomas, com diferentes graus de repercussão na vida.
                              
Causas que conduzem ao TDAH:

 São muito variadas, mas o maior peso, segundo estudos, está na hereditariedade. Estudos revelam que 60% a 70% dos casos de TDAH persistem na vida adulta.
Os sintomas de hiperatividade/impulsividade podem diminuir no final da adolescência, porém os adultos mantêm a tríade: distração, inquietação e impulsividade, em graus variados.
 Na vida adulta os sintomas aparecem nas atividades próprias desta faixa etária.

 Existe correspondência entre os sintomas infantis (como descrito no DSM-IV) e aqueles na vida adulta.

 Ex.: a inquietação que aparece na criança (não ficar muito tempo sentada e andar pela sala de aula) pode corresponder, no adulto, ao excesso de atividades e/ou trabalho; a impulsividade da criança vista em agressões físicas pode corresponder a rompimento prematuro de relacionamentos ou a abandonos freqüentes de emprego.

 “Adultos com TDAH apresentam comprometimento de funções executivas, que correspondem: ativação para tarefas, persistência, planejamento, organização, auto-monitoramento, controle de impulsos, estabelecimento de prioridades, tomada de decisões, integração de diferentes atividades mentais de momento a momento, entre outros”. Esses prejuízos levam a dificuldade no manejo do tempo e em cumprir obrigações, dificuldade em executar tarefas que anteriormente foram pensadas, etc.

É importante sempre avaliar os contextos possíveis onde aparecem os sintomas: vida conjugal, família, trabalho, vida social. Quanto mais áreas afetadas, maior a gravidade.

TRATAMENTO:

Existem formas de tratamento; medicamentoso ou psicoterápico. Porém, a melhor forma de tratamento é o combinado. Ponto importantíssimo do tratamento é o psicoeducativo, tanto para o paciente quanto para quem convive com ele.

 MEDICAMENTO:

A medicação mais utilizada para o tratamento é o estimulante , Metilfenidato (Ritalina ), este vai regular , equilibrar o nível de dopamina e noradrenalina nas várias áreas cerebrais envolvidas no transtorno. Este medicamento traz efeito eficaz na manutenção da atenção, reduz a hiperatividade/impulsividade e podendo melhorar também a coordenação motora. Os benefícios do medicamento são muito maiores do que os efeitos colaterais, mas, se eles forem intoleráveis deve ser discutida com o médico a possibilidade de troca (há formulações que costumam dar menos efeitos colaterais – custo maior) ou associação com outras classes de medicações na tentativa de eliminar tais efeitos.
           
TERAPIA:

A terapia mais aconselhável para se tratar o TDAH é a terapia cognitivo-comportamental que vai orientar o indivíduo sobre o que é o transtorno e como lidar com os prejuízos. Elaborar estratégias para se conviver melhor com o transtorno, uma vez que não tem cura.

Este grupo tem como proposta realizar sessões estruturadas, com objetivos bem definidos para o desenvolvimento de habilidades que auxiliarão no dia-a-dia do portador; o trabalho é árduo, requer tarefas e é o único baseado em evidências de melhora; será necessário insistência e perseverança e cada um do grupo, junto com os terapeutas, auxiliará neste processo.
  
CO-MORBIDADES:

Co-morbidade é um termo utilizado para determinar a ocorrência de dois ou mais transtornos em um mesmo indivíduo. Este diagnóstico tem grande impacto no manejo do indivíduo com TDAH, pois é essencial lembrar que a presença de co-morbidades implica em tratamento específico para o segundo diagnóstico. As co-morbidades são:

- Transtorno desafiador de oposição (TDO)
- Transtorno de conduta (TC)
- Abuso de substância
- Depressão
- Transtorno de humor bipolar
- Transtorno de ansiedade
 - Transtornos de tiques (TT)

O TDAH não tem cura, mas pode ser administrado. Procure ajuda especializada.

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