quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

O QUE LEVA UMA PESSOA A BUSCAR TERAPIA

Às vezes, aquelas angústias que supomos serem só nossas, na verdade, são comuns a outras pessoas. A dor inerente às feridas emocionais podem servir para a lapidação do EU, dependendo do modo como encaramos as situações.

A busca por terapia tanto pode ocorrer quando a pessoa se sente exaurida em seus recursos de enfrentamento, como também, quando ainda se mantém saudável, ao ponto de querer melhorar e aprofundar a busca pelo auto-conhecimento.

Causas para esta busca:

Quando há conflitos internos.
Quando você se sente inseguro, frustrado, mal amado.
Quando a ansiedade é constante (vive como se fosse para uma guerra todos os dias, sem conseguir relaxar).
Quando se angustia diante dos problemas da vida.
Quando não se sente equilibrado e com forças para superar os obstáculos.
Quando você se sente inseguro sexualmente, ou porque não consegue atingir o orgasmo ou por rebaixamento de libido ou por outros problemas do gênero.
Quando falta energia vital e força para viver.
Quando a auto-estima e auto confiança ficam abaladas.
Quando não consegue lidar adequadamente com os eventos estressantes da vida, achando-se incapaz de resolvê-los.
Quando não vê saída para sua vida.
Quando sente que a vida está “travada”, que nada flui direito, nem os relacionamentos, nem a relação com o dinheiro etc.
Quando você se sente desrespeitado, sem conseguir expressar o seu ponto de vista.
Quando as obrigações profissionais, familiares e financeiras parecem estar acima de sua capacidade e você se sente sobrecarregado.
Quando se sente culpado.
Quando o medo e o pânico fazem parte de sua vida.
Quando a infância foi desprovida de atenção e cuidados adequados e os pais foram indiferentes e/ou negligentes ou, simplesmente, não deram conta de atender as suas necessidades emocionais. (Às vezes, não atenderam não por indiferença ou negligência, mas por impossibilidade deles próprios)
Quando se sente abandonado pelas pessoas de seu convívio e sem poder contar com a ajuda das mesmas.
Quando há perdas afetivas e materiais.
Quando a convivência com as pessoas ao seu redor ( familiares, colegas de trabalho ) fica difícil ( as pessoas não o compreendem ).
Quando há dependência emocional e afetiva de outra(s) pessoa (s).
Quando há problemas com os filhos.
Quando a vida de casal fica desinteressante ou com problemas nas diversas áreas.
Nas separações e suas consequências.
Quando há doenças e morte na família.
Quando há comportamentos compulsivos, numa ou mais das seguintes áreas: sexo, compras, bebidas, drogas, comida em excesso.
Quando não consegue se vincular afetivamente aos outros, nem permanecer em relacionamentos afetivos duradouros.
Quando o tão almejado sucesso parece inacessível.
Nos desempregos.
Quando você tem problemas quanto à aceitação da própria orientação sexual e/ou dificuldades em lidar com a maneira como a família encara a questão.
Quando não sabe lidar com o sexo oposto.
Quando é traído.
Quando se sente preterido e injustiçado pela família e/ou no ambiente de trabalho.
Quando agride ou é agredido no ambiente doméstico ou profissional.
Quando se acomoda numa situação (desconfortável), sem tomar providências para mudanças.
Quando tem mudanças repentinas de humor, sem que tenham necessariamente um motivo desencadeante.

Quando é inseguro e falta assertividade.
Quando é inseguro, não consegue ser assertivo em suas relações, devido a necessidade de agradar aos outros e de se sentir aceito
Quando vc sente ou permite que os outros ou o ambiente determinem ou influenciem o seu estado emocional
Quando vc sente uma necessidade constante de auto-afirmação.
E muito mais coisas que fazem parte do ato de viver e conviver.

sábado, 3 de agosto de 2013

TRANSTORNO DO PÂNICO

É um transtorno mental que afeta duas em cada cem pessoas. Tem inicio geralmente em torno dos 25 anos de idade, sendo mais frequente em mulheres.
Caracteriza-se pela presença de ataques de pânico recorrentes, um conjunto de manifestações intensas de ansiedade, com inicio súbito, rico em sintomas físicos e com duração autolimitada em torno de dez minutos. No início, os ataques correm sem qualquer fator desencadeante. Após certo tempo, podem surgir a partir de alguma situação que provoca maior ansiedade no indivíduo.

Diagnóstico
É feito por um profissional especializado.  
No exame, será investigada a presença de ataques de pânico recorrentes e inesperados. Eles são caracterizados como episódios súbitos de medo intenso e sensação de morte ou de estar perdendo o controle, associados a palpitações, falta de ar ou opressão no peito, tonturas e formigamentos por todo o corpo, náuseas, vômitos, tremores, sensação de frio ou calor. Além disso, o indivíduo passa a ter medo de novos
ataques, evitando situações que causam ansiedade.

Tratamento  
Feito pelo uso de medicações antidepressivas e ansiolíticas, quando necessário. A psicoterapia também é fundamental no tratamento. Quando o transtorno é identificado precocemente e tratado, a possibilidade dos sintomas se cronificarem diminui bastante.
Portanto, o tratamento tem um papel importante na melhora da saúde e da qualidade de vida.   

segunda-feira, 17 de junho de 2013

O que é Psicoterapia ?



A psicoterapia é um espaço que vai sendo construído ao longo de encontros entre o psicoterapeuta e a pessoa – quando a psicoterapia é individual – ou entre o psicoterapeuta e um grupo de pessoas – na psicoterapia de grupos. 

O intuito da psicoterapia é produzir um conhecimento sobre o sujeito, abarcando diversos aspectos de sua vida, desde reflexões sobre sua existência, busca de autoconhecimento, até tratamentos de psicopatologias, ou de alguma situação difícil que está acontecendo e que ela não tem forças ou meios para lidar com isso [a perda de um ente querido, a descoberta de uma doença grave, uma situação traumática como um roubo, um sequestro]. 


Com a função de dar apoio à pessoa, a psicoterapia, vai ajudá-la a ver as diversas situações que acontecem em sua vida com outros óculos, com lentes que possibilitam uma imagem mais clara e nítida, e com isso dão segurança no caminhar cotidiano. É, acima de tudo, uma construção conjunta – do paciente e do psicoterapeuta – de saberes sobre a pessoa, de tal modo que se possa fortalecer um vínculo com a terapia, e consequentemente, com os novos conhecimentos produzidos, a fim de criar novos modos de lidar com a realidade, que novos desafios possam ser superados e que processos de melhoras possam se estabelecer.


O psicoterapeuta é um profissional formado, geralmente, em psicologia, ou médico que fez uma formação complementar à residência em psicoterapias. Esse profissional não possui como objetivo de sua conduta dizer o que o paciente tem e o que deve fazer, como um “guia de passo-a-passo”. 

O trabalho do psicoterapeuta é fazer uma construção conjunta de conhecimentos sobre a pessoa, porque ninguém sabe mais de sua vida, de sua vivência, de suas experiências, de seus sofrimentos, de suas alegrias, do que ela mesma. São esses conhecimentos, entre outros, que são resgatados e reproduzidos na sessão de psicoterapia. Essa técnica é uma fonte de informações riquíssimas e que muito do sofrimento e dos sintomas das pessoas podem se explicar nesse trabalho conjunto, além de possibilitar rever condutas, sentimentos próprios e de outras pessoas, de compreender e criar possibilidades de lidar com essas situações que já passaram e outras que ainda virão.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Síndrome de Burnout


É um distúrbio psíquico de caráter depressivo, precedido de esgotamento físico e mental intenso, definido por Herbert J. Freudenberger como "(…) um estado de esgotamento físico e mental cuja causa está intimamente ligada à vida profissional".


A síndrome de Burnout, também chamada de síndrome do esgotamento profissional, foi assim denominada pelo psicanalista nova-iorquino, Freudenberger, após constatá-la em si mesmo, no início dos anos de 1970.
A dedicação exagerada à atividadeprofissional é uma característica marcante de Burnout, mas não a única. O desejo de ser o melhor e sempre demonstrar alto grau de desempenho é outra fase importante da síndrome: o portador de Burnout mede a auto-estima pela capacidade de realização e sucesso profissional. O que tem início com satisfação e prazer, termina quando esse desempenho não é reconhecido. Nesse estágio, necessidade de se afirmar, o desejo de realização profissional se transforma em obstinação e compulsão.
São doze os estágios de Burnout:
  • Necessidade de se afirmar ou provar ser sempre capaz
  • Dedicação intensificada - com predominância da necessidade de fazer tudo sozinho e a qualquer hora do dia (imediatismo);
  • Descaso com as necessidades pessoais - comer, dormir, sair com os amigos começam a perder o sentido;
  • Recalque de conflitos - o portador percebe que algo não vai bem, mas não enfrenta o problema. É quando ocorrem as manifestações físicas;
  • Reinterpretação dos valores - isolamento, fuga dos conflitos. O que antes tinha valor sofre desvalorização: lazer, casa, amigos, e a única medida da auto-estima é o trabalho;
  • Negação de problemas - nessa fase os outros são completamente desvalorizados, tidos como incapazes ou com desempenho abaixo do seu. Os contatos sociais são repelidos, cinismo e agressão são os sinais mais evidentes;
  • Recolhimento e aversão a reuniões (anti-socialização);
  • Mudanças evidentes de comportamento (dificuldade de aceitar certas brincadeiras com bom senso e bom humor);
  • Despersonalização (evitar o diálogo e priorizar e-mails, mensagens, recados etc);
  • Vazio interior e sensação de que tudo é complicado, difícil e desgastante;
  • Depressão - marcas de indiferença, desesperança, exaustão. A vida perde o sentido;
  • E, finalmente, a síndrome do esgotamento profissional propriamente dita, que corresponde ao colapso físico e mental. Esse estágio é considerado de emergência e a ajuda médica e psicológica uma urgência.



Quadro Clínico da Síndrome de Burnout
1. Esgotamento emocional, com diminuição e perda de recursos emocionais
2. Despersonalização ou desumanização, que consiste no desenvolvimento de atitudes negativas, de insensibilidade ou de cinismo para com outras pessoas no trabalho ou no serviço prestado.
3. Sintomas físicos de estresse, tais como cansaço e mal estar geral.
4. Manifestações emocionais do tipo: falta de realização pessoal, tendências a avaliar o próprio trabalho de forma negativa, vivências de insuficiência profissional, sentimentos de vazio, esgotamento, fracasso, impotência, baixa autoestima.
5. É freqüente irritabilidade, inquietude, dificuldade para a concentração, baixa tolerância à frustração, comportamento paranóides e/ou agressivos para com os clientes, companheiros e para com a própria família.
6. Manifestações físicas: Como qualquer tipo de estresse, a Síndrome de Burnout pode resultar em Transtornos Psicossomáticos. Estes, normalmente se referem à fadiga crônica, freqüentes dores de cabeça, problemas com o sono, úlceras digestivas, hipertensão arterial, taquiarritmias, e outras desordens gastrintestinais, perda de peso, dores musculares e de coluna, alergias, etc.
7. Manifestações comportamentais: probabilidade de condutas aditivas e evitativas, consumo aumentado de café, álcool, fármacos e drogas ilegais, absenteísmo, baixo rendimento pessoal, distanciamento afetivo dos clientes e companheiros como forma de proteção do ego, aborrecimento constante, atitude cínica, impaciência e irritabilidade, sentimento de onipotência, desorientação, incapacidade de concentração, sentimentos depressivos, freqüentes conflitos interpessoais no ambiente de trabalho e dentro da própria família.

Características da personalidade (Fatores Individuais) associadas a altos índices de Burnout*
Padrão de Personalidade
Pessoas competitivas, esforçadas, impacientes, com excesso de necessidade em ter o controle da situação, dificuldade de tolerância das frustrações.
Envolvimento
Pessoas empáticas e agradáveis, sensíveis e humanos, com alta dedicação profissional, altruístas, obsessivos, entusiasmados.
Pessimismo
Costumam destacar aspectos negativos, suspeitam sempre do insucesso, sofrem por antecipação
Perfeccionismo
Pessoas muito exigentes com si mesmas e com os outros, intolerância aos erros, insatisfeitas com os resultados.
Grande expectativa profissional
Pessoas com grande chance de se decepcionarem
Centralizadores
Pessoas com dificuldade em delegar tarefas ou para trabalhar em grupo
Passividade
Pessoas sempre defensivas, tendem à evitação diante das dificuldades
Nível educacional
São mais propensas pessoas com maior nível educacional
Estado civil
As pessoas solteiras, viúvas ou divorciadas são mais propensas ao Burnout
*Trigo TR, Teng CT, Hallak JEC, Síndrome de burnout ou estafa profissional e os transtornos psiquiátricos, Rev. Psiq Clinica, vol.34, no.5, 2007.

para referir:
Ballone GJ -Síndrome de Burnout - in. PsiqWeb, Internet, disponível em www.psiqweb.med.br, revisto em 2009.

TRISTEZA OU DEPRESSÃO.


QUAL A DIFERENÇA?
Não há um meio absolutamente seguro de fazer tal distinção. Apesar da ampla divulgação de critérios para identificar a depressão, esse diagnóstico sempre depende da interpretação do profissional que examina o caso. Uma definição das duas condições pode mostrar algumas diferenças genéricas entre elas. A TRISTEZA é um estado afetivo desconfortável vivido como um sentimento de pesar, de dor psíquica e moral, geralmente relacionado a algo que contraria o que um indivíduo acredita almejar. Ela pode produzir sentimento de impotência, vontade de chorar, expectativa negativa quanto a eventos futuros, entre outros aspectos. A tristeza dá colorido à existência humana, sendo, portanto, um acontecimento normal. O que se convencionou chamar de DEPRESSÃO, por sua vez, é um estado patológico no qual a vida afetiva perde, em boa parte, sua plasticidade. ENQUANTO A TRISTEZA NÃO IMPEDE QUE ALGUÉM VIVA OUTRAS EMOÇÕES QUANDO O CONTEXTO SE ALTERA, A DEPRESSÃO COSTUMA CAUSAR SENTIMENTOS SOMBRIOS A MAIOR PARTE DO TEMPO, e os que a experimentam têm grande dificuldade para recuperar o prazer, a alegria e outros afetos. Outra diferença comumente observada diz respeito ao fato de a depressão estar menos correlacionada que a tristeza a episódios conhecidos da vida. É frequente que uma pessoa deprimida tenha dificuldade de ligar o que sente a algum acontecimento específico que tenha vivido antes da apresentar o quadro. 
AMANHÃ VAI SER OUTRO DIA... 
Saiba mais:
http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2011/278/tristeza-ou-depressao

(Neurociências aplicadas a longevidade, reabilitação e aprendizagem)

ESTRESSE, ENVELHECIMENTO E O EXERCÍCIO FÍSICO.

O estresse crônico está associado a diversas DOENÇAS CARDIOVASCULARES, METABÓLICAS E TRANSTORNOS DE HUMOR E O ENVELHECIMENTO. O estresse crônico é uma característica dos seres humanos e dos animais e é ativado em situações reais de perigo (luta e fuga). Os antílopes só ativam seus sistemas de luta e fuga (produção de adrenalina/noradrenalina/cortisol) quando estão na presença de um predador. No momento em que o predador não está presente, este sistema é desativado e volta-se a viver normalmente. Os seres humanos ativam este mesmo sistema em situações de estresse mental, ONDE PROBLEMAS QUE AINDA NÃO ACONTECERAM, E TALVEZ NUNCA ACONTEÇAM, SEJAM RECEBIDOS COMO GRANDES AMEAÇAS. Com isso, temos taquicardia (coração acelera), a pressão arterial se eleva, a frequência respiratória aumenta, aumenta-se a produção e concentração de plaquetas circulantes no nosso organismo que se prepara para a luta ou a fuga, mas nós continuamos no mesmo lugar. Este estresse desnecessário gera doenças cardiovasculares, metabólicas, úlceras, diminuição de libido, insônia, depressão e acelera o processo de ENVELHECIMENTO.

QUAL O CAMINHO? QUAL A SOLUÇÃO?
Uma das formas de proteção dos efeitos deletérios do estresse é através da prática de exercício físico. Este tem a capacidade de ativar substâncias importantes como a SEROTONINA, as endofirnas e, também, como se sabe através de estudos, que o exercício físico ativa a produção de BDNF (fator neurotrófico do cérebro) que estimula a FORMAÇÃO DE NOVOS neurônios, num processo chamado de NEUROGÊNESE, especificamente no HIPOCAMPO que é uma área responsável pelo “armazenamento e decodificação” das memórias. 
A solução é simples e está ao alcance de todos! FAÇAM EXERCÍCIOS FÍSICOS E TENHAM UMA VIDA COM MENOS ESTRESSE!
*Não se esqueçam do repouso e da boa alimentação.


Saiba mais:
1. http://www.actamedicaportuguesa.com/pdf/2011-24/suplemento-4/983-988.pdf
2. http://noticias.r7.com/saude/noticias/exercicio-fisico-breve-reduz-impactodo-estresse-sobre-envelhecimento-celular-20100528.html
3. http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922007000500014
4. http://www.terra.com.br/istoe-temp/edicoes/1962/imprime52073.htm
5. http://www.actamedicaportuguesa.com/pdf/2011-24/suplemento-4/983-988.pdf

(Neurociências aplicadas a longevidade, reabilitação e aprendizagem)

segunda-feira, 18 de março de 2013

TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE


O que é TDAH?

Um transtorno neuropsiquiátrico que se caracteriza pela presença de desatenção, hiperatividade e impulsividade. Gera impacto tanto na vida dos portadores, como das pessoas que convivem com ele. Este transtorno permanece até a vida adulta, trazendo prejuízos no trabalho, no convívio familiar e nas relações interpessoais. Quanto mais tempo para ser tratado, maior a probabilidade de outros transtornos se associarem ao TDAH, estes são chamados de co-morbidades.

SUBTIPOS:

A partir dos critérios do DSMIV; 6/9 para desatentos, 6/9 para hiperativos/impulsivos e 6 sintomas, no total, para o tipo combinado. Os critérios foram elaborados baseando-se na observação de crianças e adolescentes, por isso há controvérsias se eles devem ser considerados da mesma forma para adultos. Há o Predominantemente Desatento, Predominantemente Hiperativo/Impulsivo e o subtipo Combinado.
     
CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS:

Diagnóstico dimensional, ou seja, há diferentes intensidades dos sintomas, com diferentes graus de repercussão na vida.
                              
Causas que conduzem ao TDAH:

 São muito variadas, mas o maior peso, segundo estudos, está na hereditariedade. Estudos revelam que 60% a 70% dos casos de TDAH persistem na vida adulta.
Os sintomas de hiperatividade/impulsividade podem diminuir no final da adolescência, porém os adultos mantêm a tríade: distração, inquietação e impulsividade, em graus variados.
 Na vida adulta os sintomas aparecem nas atividades próprias desta faixa etária.

 Existe correspondência entre os sintomas infantis (como descrito no DSM-IV) e aqueles na vida adulta.

 Ex.: a inquietação que aparece na criança (não ficar muito tempo sentada e andar pela sala de aula) pode corresponder, no adulto, ao excesso de atividades e/ou trabalho; a impulsividade da criança vista em agressões físicas pode corresponder a rompimento prematuro de relacionamentos ou a abandonos freqüentes de emprego.

 “Adultos com TDAH apresentam comprometimento de funções executivas, que correspondem: ativação para tarefas, persistência, planejamento, organização, auto-monitoramento, controle de impulsos, estabelecimento de prioridades, tomada de decisões, integração de diferentes atividades mentais de momento a momento, entre outros”. Esses prejuízos levam a dificuldade no manejo do tempo e em cumprir obrigações, dificuldade em executar tarefas que anteriormente foram pensadas, etc.

É importante sempre avaliar os contextos possíveis onde aparecem os sintomas: vida conjugal, família, trabalho, vida social. Quanto mais áreas afetadas, maior a gravidade.

TRATAMENTO:

Existem formas de tratamento; medicamentoso ou psicoterápico. Porém, a melhor forma de tratamento é o combinado. Ponto importantíssimo do tratamento é o psicoeducativo, tanto para o paciente quanto para quem convive com ele.

 MEDICAMENTO:

A medicação mais utilizada para o tratamento é o estimulante , Metilfenidato (Ritalina ), este vai regular , equilibrar o nível de dopamina e noradrenalina nas várias áreas cerebrais envolvidas no transtorno. Este medicamento traz efeito eficaz na manutenção da atenção, reduz a hiperatividade/impulsividade e podendo melhorar também a coordenação motora. Os benefícios do medicamento são muito maiores do que os efeitos colaterais, mas, se eles forem intoleráveis deve ser discutida com o médico a possibilidade de troca (há formulações que costumam dar menos efeitos colaterais – custo maior) ou associação com outras classes de medicações na tentativa de eliminar tais efeitos.
           
TERAPIA:

A terapia mais aconselhável para se tratar o TDAH é a terapia cognitivo-comportamental que vai orientar o indivíduo sobre o que é o transtorno e como lidar com os prejuízos. Elaborar estratégias para se conviver melhor com o transtorno, uma vez que não tem cura.

Este grupo tem como proposta realizar sessões estruturadas, com objetivos bem definidos para o desenvolvimento de habilidades que auxiliarão no dia-a-dia do portador; o trabalho é árduo, requer tarefas e é o único baseado em evidências de melhora; será necessário insistência e perseverança e cada um do grupo, junto com os terapeutas, auxiliará neste processo.
  
CO-MORBIDADES:

Co-morbidade é um termo utilizado para determinar a ocorrência de dois ou mais transtornos em um mesmo indivíduo. Este diagnóstico tem grande impacto no manejo do indivíduo com TDAH, pois é essencial lembrar que a presença de co-morbidades implica em tratamento específico para o segundo diagnóstico. As co-morbidades são:

- Transtorno desafiador de oposição (TDO)
- Transtorno de conduta (TC)
- Abuso de substância
- Depressão
- Transtorno de humor bipolar
- Transtorno de ansiedade
 - Transtornos de tiques (TT)

O TDAH não tem cura, mas pode ser administrado. Procure ajuda especializada.