quinta-feira, 6 de dezembro de 2012


Neurose
·         A Neurose é uma reação exagerada do sistema emocional em relação a uma experiência vivida (Reação Vivencial);
·         Neurose é uma maneira da pessoa SER e de reagir à vida.
·         É um transtorno Afetivo e de personalidadeTranstorno tem por característica um comportamento que exprime contrariedade, decepção, marcadas por atitudes que revelam desarranjo.... ;
·         A neurose não é sinônimo de loucura, assim como também não compromete a inteligência, nem o contato com a realidade;
·         Os sentimentos dos neuróticos são normais, sentem alegria, tristeza, raiva, etc, como qualquer pessoa;
·         O que altera no neurótico é a quantidade/intensidade desses sentimentos;
·         As principais diferenças entre uma pessoa neurótica e outra normal são em relação à capacidade de adaptação ás situações vividas e em relação à quantidade de emoções e sentimentos;
·         Os neuróticos ficam MAIS ansiosos, angustiados, deprimidos, sugestionáveis, teatrais, impressionados, preocupados, com mais medo etc;
·         Têm as mesmas emoções que qualquer pessoa, porém, em quantidade que compromete a adaptação.
O Neurótico, tem plena consciência do seu problema e muitas vezes, sente-se impotente para modifica-lo.
Exemplo:
1.    Diante de um compromisso social a pessoa neurótica reage com muita ansiedade, mais ansiosa que situação (desproporcional) a maioria das pessoas submetidas à mesma. Diante desse mesmo compromisso social a pessoa começa a ficar muito ansiosa uma semana antes (muito duradoura) ou, finalmente, a pessoa fica ansiosa só de imaginar que poderá ter um compromisso social (sem causa aparente);
2.    Num determinado ambiente (ônibus, elevador, avião, em meio a multidão, etc) a pessoa neurótica começa a passar mal, achando que vai acontecer alguma coisa (desproporcional). Ou começa a passar mal só de saber que terá de enfrentar a tal situação (sem causa aparente).
Tipos de Neuroses
As neuroses costumam ser classificadas através de seus sintomas mais proeminentes. Isso significa que todas elas não possam ter uma série de sintomas comuns (todas tem ansiedade por exemplo)
·         Um dos tipos mais comuns de neurose, hoje em dia, é aquele cujo sintoma proeminente é a ansiedade (e depressão).
·         Transtorno Fóbico-Ansioso: é uma neurose que se caracteriza, exatamente, pela prevalência da fobia entre outros sintomas de ansiedade, ou seja, um medo anormal, desproporcional e persistente diante de um objeto ou situação especifica;
·         Pode estar acompanhado da depressão, ataques de pânico, ansiedade generalizada;
Transtorno Ansiedade: Os padrões individuais de ansiedade variam amplamente. Algumas pessoas com ansiedade neurótica podem ter sintomas cardiovasculares, tais como palpitações, sudorese ou opressão no peito, outros manifestam sintomas gastrointestinais como náuseas, vômitos, diarreia ou vazio no estomago, outros ainda apresentam mal estar respiratório ou predomínio de tensão muscular, do tipo espasmo, torcicolo e lombalgia;
·         Os sintomas físicos da ansiedade variam de pessoa para pessoa. Psicologicamente a ansiedade pode monopolizar as atividades psíquicas e comprometer, desde a atenção e memória. Ate a interpretação fiel da realidade;
·         Os Transtorno Histriônicos (Histéricos): São neuroses onde o sintomas principal é a teatralidade, sugestionabilidade, necessidade de atenção constante e manipulação emocional das pessoas ao seu redor. O neurótico histérico pode desmaiar, ficar paralitico, sem fala, tremulo, e desempenha todo o tipo de papel de doente. (há grande variedade nesse tipo de neurose);
·         Os Transtornos de Espectro Obsessivos-Compulsivos:neuroses cujo sintoma principal é a incapacidade de controlar impulsos, manias e rituais, assim como determinados pensamentos desagradáveis e absurdos;
·         Distímia: representa uma neurose, cujo sintoma mais proeminente é a tendência a reagir depressivamente à vida, ou seja, é a pessoa com tendência à longos períodos de depressão.
·         A Neurose tem cura?Uma pessoa neurótica pode viver normalmente como qualquer pessoa;
·         Pode ser comparada a dependência química;
·         Deve ser tratada;
·         Recomenda-se um tratamento de responsabilidade tripla: um acompanhamento psicológico adequado, um tratamento medico (com medicamentos) quando necessário, e a maior cooperação possível da própria pessoa e da família;
·         Uma alerta para aquelas pessoas do tipo “- não consigo isso, não consigo aquilo”.Com essa participação tríplice, felizmente, a grande maioria das neuroses podem ser perfeitamente controlada, proporcionando a pessoa uma melhor qualidade de vida e bem estar.
A família pode causar a neurose?
·         Sim e Não!
·         Depende da família e do neurótico;
·         Para desenvolver uma neurose é preciso uma certa vulnerabilidade emocional e, para que esta se manifeste em sua plenitude, é preciso uma vivencia desencadeadora.
Qual a importância social das neuroses?
·         As pessoas que buscam ajuda de psicólogos e psiquiatras sentem os problemas psicossomáticos, sexuais, depressões, angustia, insônia, etc;
·         As neuroses interferem e estão presentes nos problemas de aprendizagem, no desenvolvimento da personalidade, no fracasso escolar, nos conflitos familiares e as crises conjugais;
·         A psiquiatria considera as neuroses transtornos menores, em relação às psicoses. Isso se deve ao fato do neurótico conservar, de alguma maneira, critérios de avaliação da realidade semelhantes às pessoas consideradas normais;
·         O fato de ser considerado “transtorno menor” não podemos descartar que a neurose quando não tratada tem um curso crônico, e pode levar a algum grau de incapacidade social e/ou profissional, etc.
Resumo
·         Quando se diz que a pessoa é neurótica, está se tentando dizer que a neurose é uma maneira da pessoa ser, associada à traços de sua personalidade. Essa maneira de ser neurótica significa que a pessoa reage à vida através de reações vivenciais não normais;
·         Seja no sentido dessas reações serem desproporcionais, seja pelo fato de serem muito duradouras, seja pelo fato delas existirem mesmo sem que exista uma causa vivencial aparente;
·         Essa maneira exagerada de reagir leva a pessoa neurótica a adotar uma serie de comportamentos compatíveis com o que está sentindo.
·         Cada tipo de transtorno neurótico tem seus sintomas, suas atitudes e sentimentos. O quadro das neuroses é muito variável;
·         Os quadros neuróticos são descritos como ansiedades e fobias, depressão, estresse, histeria e afins.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Autocontrole


Ø  Auto-controle é a capacidade de um controle das emoções e desejos, é a capacidade de gestão eficiente do presente e futuro;

Ø  Tratado geralmente como uma característica das pessoas, no sentido de que alguns têm e outros não;

Ø  Uma concepção internalista trata o autocontrole como derivado de traços de personalidade, de características inatas e de forças interiores;

Ø   Uma explicação externalista, parte da análise da interação entre resposta e ambiente para caracterizar o autocontrole.

Ø  O autocontrole é a preferência por uma recompensa maior que ocorrerá no futuro, ao invés de uma recompensa menor que está disponível no presente;

Ø  Isto é entendido como autocontrole no cotidiano.

Ø  Seres humanos não são puramente lógicos;

Ø   Abandonar maus hábitos e superar momentos de insanidade seria moleza se apenas o racional existisse (seriamos uma beleza de exemplares senhores controlados);

Ø  Nossa razão vem sempre com tanta emoção que é mais certo decidirmos mal motivados por elas do que avaliarmos racionalmente antes de escolher algo;

Ø   É aí que importante entrar o autocontrole para decidir as coisas com mais inteligência (lógica e emocional).

Ø  Auto-Conhecimento Emocional - reconhecer um sentimento enquanto ele ocorre é a chave da inteligência emocional . A falta de habilidade em reconhecer nossos verdadeiros sentimentos deixa-nos a merce de nossas emoções. Pessoas com esta habilidade são melhores pilotos de suas vidas;



Ø  Controle Emocional, a habilidade de lidar com seus próprios sentimentos, adequando-os para a situação. Pessoas pobres nesta habilidade afundam constantemente em sentimentos de incerteza, enquanto aquelas com melhor controle emocional tendem a recuperar-se mais rapidamente dos reveses e contratempos da vida.

Ø  Auto-Motivação - Dirigir emoções a serviço de um objetivo é essencial para manter-se caminhando sempre em busca, para a automotivação, para manter-se sempre no controle e para manter a mente criativa na busca de soluções. Auto-controle emocional, sabendo praticar gratificação prorrogada e controlando impulsos, favorece aperfeiçoamento de todos os tipos. Pessoas que tem esta habilidade tendem a ser mais produtivas e eficazes, qualquer que seja seu empreendimento;

Ø  Reconhecimento de emoções em outras pessoas  - Empatia, outra habilidade que constrói auto-conhecimento emocional. Esta habilidade permite as pessoas reconhecer necessidades e desejos de outros, permitindo-lhes relacionamentos mais eficazes;

Ø  Habilidade em relacionamentos inter-pessoais - A arte do relacionamento é, em grande parte, a habilidade de gerenciar sentimentos em outros. Esta habilidade é a base de sustentação de popularidade, liderança e eficiência interpessoal . Pessoas com esta habilidade são mais eficazes em tudo que é baseado na interação entre pessoas. São estrelas sociais.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Auto-Aceitação

  v  Aceitar-se é honrar o ser quem você é, e a sua jornada;

v  É dizer sim para si mesmo, sem esperar pelo sim do outro, como acontece frequentemente;

v  Aceitar-se como você é, quando acerta, quando erra e com todos os seus problemas;

v   É respeito por si mesmo, amor a si mesmo e compromisso consigo mesmo.

v  Autoaceitação é um acelerador de mudanças;

v   Ao contrário do que muitos pensam a atitude de aceitação não significa que você não quer melhorar, mas que você tem um compromisso com o auto-aperfeiçoamento;

v  É o acolhimento de todos os aspectos de quem você é que permite o seu crescimento integral;

v   Portanto, diga sim para si mesmo.

v  A falta de auto-aceitação é um problema para muitas pessoas;

v  Este defeito sutil é difícil de identificar e frequentemente permanece irreconhecível;

v  Acreditam que não é um problema, negando o fato de não se gostar;

v  Muitos dos problemas vivenciados durante a vida são provenientes de uma inabilidade em se aceitar num nível mais profundo. Sem  dar conta de que este desconforto é a causa de problemas, porque ele normalmente se manifesta de outras maneiras.

v  Percebendo os sintomas irritáveis, críticos, descontentes, deprimidos ou confusos, acaba tentando mudar fatores ambientais com intuito de satisfazer o desconforto interior que está sentindo.

v  Em situações como estas, as experiência tem mostrado que é melhor procurar dentro de si mesmo qual a causa do descontentamento.

v  As pessoas geralmente são severas, críticos e afogam-se na auto rejeição. Muitas vezes desejam ser qualquer pessoa, menos ele mesmo.

v  Muitos incapazes da auto-aceitação, tentam ganhar dos outros (Amor, amizade, etc... Condicionais), fazem qualquer coisa para ganhar a auto-aceitação do outro, achando-se no direito de ressentir com aqueles que não correspondem as suas expectativas.

Não podendo aceitar  a si próprio, você espera:

  • Ser rejeitado pelos outros.
  • Não permite que qualquer um se aproxime por medo que conheçam quem realmente são, e por isso poderiam odiar.
  • Para se proteger da vulnerabilidade rejeitam os outros antes que eles tivessem a chance rejeitar.

Definição do Perdão


Ø  Processo mental, espiritual;
Ø  Deixa de lado:
       Diferenças;
       Ressentimento;
       Raiva;
       Erros ou fracassos;
       Exigência de castigo ou restituição.
Ø  de outras pessoas e de si mesmo, decorrente de uma ofensa recebida;

Para liberar perdão é necessário:
Ø  Perdoar  a si mesmo por não ser capaz de perdoar;
Ø   Com frequência somos muito duros para com nós mesmos e os outros, por “não sermos suficientemente espirituais”.
Ø  O processo de crescimento faz sentido; e você não pode dar o segundo passo antes de dar o primeiro. Peça compreensão ao Eu Interior e, depois, escute a sutil voz interior. O Eu Interior nunca assume papel de juiz, não é vingativo, nem indiferente;
Ø  Percebe a situação claramente e quer agir para o maior bem de todo mundo envolvido;
Ø  Às vezes isso pode significar a renúncia a uma relação; outras vezes pode significar permitir-se amar novamente e fazer o possível para recuperar uma relação.

Aprendendo a perdoar a si mesmo
Ø  Lembre-se de que está aprendendo a compreender sua real responsabilidade numa relação ou situação;
Ø  Tendência a assumir responsabilidade demais pelo que aconteceu ou está acontecendo;
Ø  Do mesmo modo, a dificuldade para perdoar os outros existe, por lhes atribuir responsabilidade demais, ou os culpando caso algo não saía certo;
Ø  Encontrar uma perspectiva equilibrada em qualquer situação que envolva questões de responsabilidade e perdão leva tempo, reflexão persistente e a disposição de considerar novas idéias.
Ø  A verdadeira auto-estima vem, de sabermos que nossa compreensão do Eu, se aprofunda com a experiência;
Ø  Confiar em seu próprio compromisso pessoal com o crescimento espiritual;
Ø  Isto é demonstrar a você que pode mudar e que sua consciência está evoluindo à medida que enfrenta os desafios das situações.

As quatro máximas do perdão

ü  Achamos que o nosso maior desafio é perdoar os outros pelo que nos fizeram. Mas essa é só a cereja do bolo;
1. O perdão começa no nosso próprio coração. Só depois que nos perdoamos, conseguimos perdoar as outras pessoas ou receber o seu perdão.

ü  É fácil perdoar os outros quando você já perdoou a si mesmo. Mas é impossível perdoar os outros se você ainda não perdoou a si mesmo;
2. O perdão não é condicional, embora nossa prática do perdão muitas vezes seja.

ü  O processo de perdão começa no seu próprio coração. Ele tem muito pouco a ver com as outras pessoas;
3. O perdão é um processo contínuo. Ele vem em resposta a todo julgamento que fazemos contra nós mesmos ou contra as outras pessoas.

ü  Se eu me perdoo, não acho difícil perdoar você. Se consigo remover o ferrão da culpa e da vergonha do meu coração, posso oferecer essa dádiva a você. Se eu consigo ver minha própria inocência, posso ver a sua também;
4. Qualquer gesto de perdão é suficiente. Qualquer coisa que possamos fazer hoje é o bastante. Esse entendimento nos habilita a praticar o perdão.

 12 etapas do perdão

1° Pilar: Assumir a responsabilidade pela própria paz
1)      Reconhecer o medo;
2)      Compreender que o que você quer é amor;
3)      Retirar a projeção;
4)      Assumir a responsabilidade.

2° Pilar: Descobrir a igualdade entre nós
5)      Deixar de lado a culpa a a autocondenação;
6)      Aceitar a si mesmo e aos outros como são;
7)      Ter disposição para aprender e para compartilhar;
8)      Ser a sua própria autoridade.

3°Pilar: Confiar na sua vida
9)      Aceitar a lição;
10)   Reconhecer que tudo está certo do jeito que é;
11)   Olhar no espelho;
12)   Abrir o coração

4° Pilar: Lembrar-se do amor de Deus
                     Gratidão

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

PERDÃO

 Paul Ferrini, no livro As 12 Etapas do perdão relata que: "Achamos que nosso maior desafio é perdoar os outros pelo que nos fizeram. Mas essa é só a cereja do bolo.
É fácil perdoar os outros quando você já perdoou a si mesmo.
O processo de perdão começa no seu próprio coração. Ele tem muito pouco a ver com as outras pessoas."

O perdão deve ser de dentro, algo que faz a si mesmo antes de demosntrar aos outros. É incondicional, ato que surge do mais profundo do seu ser, com todo o seu coração. Alivia o peso, a dor que você sente. Te tira do passado e te traz ao presente, afasta as ilusões dando consciência de si mesmo e dos outros.

                                        AS QUATRO MÁXIMAS DO PERDÃO
  1. O perdão começa no nosso próprio coração. Só depois que nos perdoamos, conseguimos perdoar as outras pessoas ou receber  o seu perdão.
  2. O perdão não é condicional, embora nossa prática di perdão muitas vezes seja.
  3. O perdão é um processo continuo. Ele vem em resposta a todo julgamento que fazemos contra nós mesmos ou contra as outras pessoas.
  4. Qualquer gesto de perdão é suficiente. Qualquer coisa que possamos fazer hoje é o bastante. Esse entendimento nos habilita a praticar o perdão com perdão.
Não somos perfeitos para perdoar, porque o perdão é um processo continuo de nossas vidas. Perdoamos, o julgamento volta a ser feito e perdoamos outra vez. Nunca existirá um tempo em que não precisaremos perdoar a nos ou aos outros.
O perdão é uma oportunidade de cura interior. Enquanto não paramos de julgar o outro não liberamos o perdão. "Não vamos parar de julgar tão já, mas podemos começar a ver como estamos feridos por causa dos julgamentos que fazemos. E, por meio da auto-aceitação, podemos envolver em amor essas feridas interiores. Todo ato de aceitação neutraliza alguns julgamentos que fizemos. Todo ato de aceitação abre o nosso coração para o amor. E o amor cura as feridas."

Ferrini, Paul
     As 12 etapas do perdão: manual prático para transformar o medo em amor / São Paulo: Pensamentos, 2007.